Cotidiano, Cultura

Conexão Brasil – Ucrânia

August 13, 2020

Estava eu casualmente assistindo esse vídeo do Minuto Indie quando apareceu uma cena de uma apresentação do NPR Music Tiny Desk Concert e minhas anteninhas detectaram: “acho que aquelas são as moças da DakhaBrakha (uma banda ucraniana)”. Lá fui eu buscar essa apresentação e confirmei, era realmente o grupo ucraniano. Como agora o meu russo está mais avançado, estou buscando artistas da Ucrânia e da Rússia para treinar tanto o russo quanto o ucraniano.

Eu nunca tinha parado para escutar a DakhaBrakha com calma porque achava um pouco étnico demais para o meu gosto. Mas a apresentação do Tiny Desk me capturou e fui ouvir a banda com mais calma no Spotify. Daí descobri que a música que gostei está no disco novo deles, lançado esse ano. Enquanto ouvia o disco, resolvi entrar no site da banda pra ficar vendo as fotos e tal.

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Cotidiano

Junho em 35mm

August 6, 2020

O mês de junho trouxe o verão e o relaxamento da quarentena. Escolhi um Kodak Pro Image 100 para gastar. Minha amiga Thaís me chamou para dar uma volta de bicicleta pela cidade (ela está me ajudando com essa parte porque eu ainda não tenho confiança o bastante para sair sozinha de bike). Aproveitei pra fazer um mini-ensaio com ela e gastar meu filme em um dos belos parques de Amsterdam.

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Cotidiano

40tena em 35

July 31, 2020

Na semana passada, levei três filmes para revelar e eles ficaram prontos ontem. Lá fui eu toda serelepe para buscar e acabei voltando triste porque não saiu nada em um dos filmes e tinha umas fotos especiais nele… Enfim, vamos praticar a arte do desapego e falar do filme que funcionou. Essas fotos foram feitas no dia 11 de maio, durante a quarentena. Eu sei a data porque o dono do apê onde moro veio dar uma olhada num suposto vazamento que a vizinha de baixo disse que vinha daqui.

Ele chegou logo depois que terminei de fotografar no jardim do prédio e eu tive a maior trabalheira pra limpar a varanda. Vinha procrastinando essa limpeza porque sabia que ia dar bastante trabalho. O tal vazamento estaria vindo da varanda do meu apê, mas o cara fez um teste com água para ver se tinha algo entupido e não percebeu nada estranho. Só que a varanda estava suja de terra e ele pediu pra limpar porque ia entrar em contato com a administração do prédio e eles podiam encher o saco se vissem aquela terra. Se você achou que minha vida era só glamour, achou errado! (risos)

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Cotidiano

A insustentável leveza do ser

July 16, 2020

Há dois anos, reli um dos meus livros preferidos da vida: “A insustentável leveza do ser” do escritor tcheco Milan Kundera. Fiz a primeira leitura em 2005 e assisti a adaptação do livro para o cinema um pouco depois. Gostei bastante da história, mas nessa segunda leitura, fez muito, mas MUITO mais sentido pra mim.

Na primeira leitura, eu nem sabia que o autor era tcheco e não tinha nenhuma informação sobre a primavera de Praga. Já na segunda leitura, além de ter essas informações, eu estava morando no leste europeu e já estava bem mais madura, com muito mais vivências, então a história ganhou outros significados, com muito mais camadas e me trouxe muitas reflexões sobre a vida e todos os seus contrastes.

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Viagens

Lisboa em 35mm

June 19, 2020

Falei neste post que o próximo seria sobre a visita à Lisboa, mas surgiu uma quarentena no meio do caminho e não tinha muito clima para postar sobre viagens. Estas fotos foram feitas no início de fevereiro, durante a pequena road trip que fizemos entre Portugal e Espanha no último inverno. Fotografei um filme inteiro em um dia, coisa que nunca tinha feito antes. Foi uma delícia passear com calma pela capital portuguesa num dia nublado. O friozinho estava na medida, tudo que precisávamos para subir e descer as ladeiras de Lisboa sem muito sofrimento. No dia seguinte, minhas panturrilhas estavam doloridas, pois não trabalhamos com ladeiras em Amsterdam.

Meu desejo de visitar Lisboa nasceu quando eu ainda estava na universidade e peguei uma disciplina chamada Romantismo Português durante um curso de verão. Viajei para lá por meio da literatura primeiro e ficava sonhando com o dia que eu visitaria de fato a capital portuguesa. Demorou bastante para esse dia chegar, mas chegou e tudo me pareceu muito familiar, era como se eu realmente já tivesse estado ali.

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Cotidiano

Tentando manter a sanidade mental

June 3, 2020

Passei uns dias evitando um pouco as notícias em nome da minha paz mental. Daí vi por alto que estava rolando uns protestos nos EUA por conta de racismo e depois rolaram uns no Brasil e aí começa a pipocar uns posts antirracistas e anti-fascistas no meu feed do instagram. Antes de dar opinião sobre qualquer coisa, procuro entender a situação primeiro. Tinha conversado recentemente sobre a situação no Brasil com uma amiga que é historiadora e ela comentou sobre a bandeira da Ucrânia nos protestos. Eu tinha ouvido falar, mas não tinha ido atrás. Até que liguei os pontos.

Já tem um tempo que mudei o rumo da prosa desse blog porque não quero atrair gente bizarra pra cá. Dia desses recebi um comentário de um paraquedista no primeiro post sobre a minha viagem para Moscou. A pessoa tirou umas conclusões sobre o governo da Rússia baseado numa curta visita que ela fez à capital do país e entendeu que meu post comprovava a conclusão dela. Esse comentário não foi aprovado porque essa pessoa claramente não lê o blog, senão ela saberia a minha opinião sobre o presidente da Rússia.

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Cotidiano

Inspiração: a fotografia de “Dark”

May 25, 2020

Já falei sobre a minha obsessão com a série alemã “Dark” aqui no blog e, além de já ter assistido a série duas vezes, tenho levado a palavra de “Dark” para outras pessoas sempre que tenho oportunidade hahaha. Neste post, quero focar na fotografia, que é apenas um dos milhões de motivos para assistir essa série que foi eleita a melhor entre as séries originais da Netflix pelos usuários do Rotten Tomatoes.

O diretor de fotografia da série se chama Nikolaus Summerer e eu fui pesquisar sobre este moço porque sou dessas que fica obsessiva com assuntos que me interessam. Pela sua conta do instagram, descobri que ele participou de um podcast chamado Artist Decoded e claro que fiz questão de ouvir. Uma coisa que eu já desconfiava e que ele confirma nesse podcast, é que Prypiat serviu de referência para o futuro pós-apocalipse de “Dark”.

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Cotidiano

Diário visual de quarentena

April 26, 2020

Até parece que este blog ia ficar sem registros deste momento histórico neh? Aos poucos, venho tentando traduzir em imagens como tem sido esse período de isolamento. As primeiras medidas foram divulgadas no dia 15/03 e, no dia seguinte, fui ao centro pela última vez para cortar o cabelo. Eu tinha marcado antes do governo divulgar as primeiras medidas e, a princípio, os salões de beleza não precisaram fechar. Agora, eles seguem fechados até dia 20/05, o que significa que terei que dar meu jeito aqui na juba. Será que chegou a hora de adotar um moicano?

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Cotidiano, Viagens

Reconectar-se

April 3, 2020

O bom de se mudar é que você tem que reorganizar todas as suas coisas. Em março, fez um ano que a nossa mudança chegou e eu passei esse último ano arrumando a casa inteira. Desempacotei todas as caixas, limpei, lavei, organizei, doei e joguei fora um bocado de coisas. No meio dessas reorganizações, encontrei uma pen drive com fotos analógicas de 2013 e 2014 que eu não salvei no Lightroom.

Não sei que filme é esse, só sei que a câmera usada foi a Ricoh 35ZF. Tem fotos de uma viagem pra São Paulo, em março de 2013 e as primeiras fotos de Kiev que marido fez logo que ele chegou, em agosto de 2014. Foi o primeiro filme revelado em Kiev e um dos primeiros posts do blog tem foto desse filme.

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Viagens

Road Trip Portugal – Espanha

March 13, 2020

Conforme prometido no post anterior, aqui estão as poucas fotos que fiz com a câmera digital durante essa pequena road trip de inverno. Não visitei nenhum cemitério nessa viagem, mas teve essa capela maravilhosa em Évora, cheia de ossos e com muita explicação, que ajudaram meu marido a entender porque eu gosto de visitar esses lugares.

A Capela dos Ossos era um espaço de oração e meditação sobre a efêmera condição humana, construída pelos frades franciscanos no final do século XVI, com os ossos que estavam nos túmulos das igrejas e cemitérios da cidade. A frase escrita na porta de entrada é um convite à reflexão, um lembrete de que a morte chega para todos nós.

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