No início desse mês, pegamos o trem rumo à Paris para encontrar um amigo que ficou entre os finalistas do Mobile Film Festival e recebeu uma ajuda de custo da organização do festival para participar da cerimônia de premiação. O tema desse ano era “Act NOW on climate change” e os participantes deveriam enviar um filme de um minuto feito com celular. David Murad foi o único participante do Brasil entre os 50 filmes selecionados e foi o segundo mais visto durante o período de apreciação pelo público.
Orgulhinho sim ou com certeza? Este fenômeno aconteceu graças ao clima polarizado do nosso amado país e/ou aos bots da família que está no governo. Um agradecimento especial aos apoiadores do presidente pelas visualizações e comentários. Nosso fim de semana foi incrível e Murad ainda ganhou uma menção honrosa, criada especialmente para o filme dele. Se quiser assistir ao filme e aumentar ainda mais as visualizações, é só clicar abaixo.
Levei um filme Kodak Colorplus 200 e a câmera é a mesma do post anterior, Olympus OM2n. O tempo estava frio e bem nublado, o que dificultou um pouco a minha vida por conta do ISO baixo, mas consegui gastar o filme todo e até salvaram algumas fotos que compartilharei nesse post. Fica o aprendizado para não usar um filme de ISO tão baixo no inverno.


Eu estava bem curiosa para ver as cores desse filme, mas foi um grande desafio encontrar coisas coloridas para fotografar porque Paris é extremamente bege, especialmente no inverno. Mas missão dada é missão cumprida e consegui encontrar algumas cores na capital francesa.

Tomamos café da manhã nesse lugar que tinha uma das melhores french toasts que comi na vida! Só que em francês, se chama pain perdu. Acho que das outras vezes que fui a Paris, só comi croissant, então não sabia desse detalhe.


Aquela zoeira com os turistas que ficam tirando foto fingindo que estão segurando a pirâmide do Louvre hahahha.



Não conseguimos entrar no Museu d’Orsay porque a fila estava grande demais, então decidimos ir para o Centre Pompidou, onde tivemos a grata surpresa de descobrir que havia uma exposição sobre o trabalho do cineasta Richard Linklater. Como se isso já não fosse legal o bastante, ainda descobrimos que era possível assistir aos filmes dele com a presença do próprio ao fim da sessão! Pense na alegria do David Murad que é roteirista e muito fã do cara?
Assistimos o “Antes da meia noite” e depois o diretor respondeu perguntas da platéia. Murad não só teve sua pergunta respondida, como também conversou um pouquinho mais com o Linklater que ainda topou ser fotografado. Essas surpresas que acontecem na vida são muito maravilhosas neh? Só isso já teria valido a viagem, mas ainda teve a cereja no bolo do filme do Murad ter sido premiado com a menção especial no festival dias depois.

No último dia de viagem, acompanhamos o David numa entrevista que ele deu para a RFI e você pode ler e assistir o vídeo aqui. Enquanto ele concedia a entrevista, ficamos filmando os bastidores para ele poder compartilhar nas redes sociais.

Antes de pegar o trem de volta pra casa, encontramos uma estátua do Baudelaire durante nosso passeio.

O filme terminou com essa foto e um flare proporcionado pelo solzinho tímido do inverno parisiense. Pouco depois, nos despedimos do David que ainda passou uns dias na capital. Foi muito gostoso passar o fim de semana com ele e participar de um momento tão especial de sua vida. Não gostei muito da qualidade desse filme, mas tenho um grande carinho por essas fotos que são o registro desses dias tão preciosos. Sempre sentirei um quentinho no coração ao olhar pra elas. <3 Sobe os créditos finais hehe.



