Viagens

Uma semana em Moscou – Impressões Gerais

May 26, 2018

Durante a semana passada, eu estava following the Moskva down to Gorky Park. Na verdade, não cheguei a ir ao Gorky Park porque fica longe e eu fiquei sem ânimo. A primeira impressão é justamente essa: Moscou é MUITO GRANDE e tem muita coisa pra fazer. Berlin é conhecida por ter muitos museus, mas Moscou não fica atrás viu! Visitei alguns bem legais, mas aproveitei a primavera para flanar muito pela cidade. Moscou não estava nos meus planos porque eu achava que seria meio tenso chegar lá com meu passaporte cheio de carimbo da Ucrânia, mas apareceu essa viagem a serviço para o digníssimo e ele perguntou se eu queria ir.

Eu teria que andar por lá sozinha durante o dia, já que ele estaria trabalhando. Sempre ouço as pessoas falarem que “a Rússia não é para os fracos”, então fiquei meio apreensiva, pensei bastante, deixei a curiosidade tomar conta de mim e fui. Confesso que fui preparada para o pior, mas com o coração aberto e olha, Moscou me abraçou e foi uma recepção calorosa, iluminada e com a beleza e o perfume das flores da primavera. Se a Rússia não é para os fracos, então acredito que sou forte porque andei sozinha e pleníssima pelas ruas da capital. Espero ter conseguido transmitir essa sensação com as fotos.

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Provavelmente, boa parte dessa fama da Rússia é por conta da língua e do alfabeto cirílico. Como estou acostumada com esse alfabeto e entendo um pouco de russo, não tive problemas. Além disso, lá tem muita coisa parecida com Kiev, então me senti em casa. Entendi logo a lógica do metrô e tinha internet no celular, então jogava o endereço no google maps e pegava meu rumo. Porém, assim como em Kiev, o google maps dá umas bugadas em Moscou te mandando entrar em rua que não pode entrar, confundindo as linhas de metrô… Quando percebi essa confusão, parei de consultar a rota por metrô e só conferia no mapa qual era a estação mais próxima de onde eu queria ir e checava no mapa do metrô como chegar lá.

Para quem não sabe o cirílico, pode sim ser meio complicado andar pela cidade. Mesmo com a copa do mundo batendo na porta, ainda achei que tem pouca sinalização em inglês no metrô. Kiev tem muito mais placas em inglês. Então, minha dica para quem vai para a Rússia é: APRENDA O CIRÍLICO. Só precisa aprender algumas letras que são diferentes do alfabeto romano e isso já ajuda muito a ler várias informações pela cidade.

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Não adianta me xingar que a culpa não é minha! A culpa é desses dois da foto acima e a palavra cirílico deriva do nome do rapaz da direita, São Cirilo. Esse monumento era o ponto de encontro do Free Walking Tour que fizemos durante o nosso segundo dia na cidade. Sempre procuro fazer os passeios guiados nas cidades que visito e esse foi um dos melhores porque a guia era maravilhosa. Ela se chama Elena, nasceu na Sibéria, fala um inglês impecável e foi super simpática, prestativa e disponível para responder todas as perguntas. Além disso, ela é da zoeira e fez altas piadinhas ao longo do passeio. No final do tour, ela entregou um papel com várias informações úteis sobre a cidade (inclusive o alfabeto). Na foto anterior ela estava mostrando onde ficava um dos muros que cercavam a cidade. Moscou é redonda e o primeiro muro cercava a região onde fica a Praça Vermelha. A cidade foi expandindo e outros muros foram construídos acompanhando o crescimento da cidade. A foto abaixo é da vista da ponte localizada no Zaryadye Park.

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A própria guia comentou sobre os russos levarem a fama de rudes, mas que na verdade é só a primeira impressão. Com exceção do funcionário da imigração que foi meio grosso, eu dei bastante sorte e fui bem atendida em todos os lugares que visitei. Inclusive, acabei deixando escapar umas palavras em ucraniano e ninguém me tratou mal por conta disso. Meu marido já não teve a mesma sorte e levou um grito de uma garçonete em um restaurante, mas ele estava com um grupo grande e acho que isso faz diferença. Ou seja, é bom ir psicologicamente preparado para emoções.

Tentei visitar o Kremlin antes do dia que a guia falou que o preço do ingresso aumentaria (por conta da copa), mas na hora que vi dezenas de grupos de asiáticos e escolas chegando, desisti de entrar e preferi ficar só nos jardins mesmo, sentindo o cheiro das flores e aproveitando o dia quente. Enquanto observava as pessoas, fiquei imaginando o inferno que vai virar aquilo durante a copa… A foto abaixo é de uma praça próxima ao Kremlin e quando vi essas cúpulas com as fontes iguaizinhas às da Maidan Nezalezhnosti, pensei: “só falta ter um shopping embaixo” e advinha? Tem um shopping embaixo! hahaha Então, resolvi seguir minha caminhada cortando caminho por dentro do shopping para me refrescar no ar condicionado.

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Graças ao post da Gabi, fiquei sabendo que tem esse mural do Kobra em homenagem à bailarina Maya Plisetskaya na rua Bolshaya Dmitrovka 16, próximo ao Teatro Bolshoi. E logo em frente ao teatro, tem a estátua gigantesca do Marx mandando sua mensagem: “proletários de todos os países, uni-vos”.

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A cidade estava cheia de tulipas em várias praças, mas nem tudo são flores. Me deparei com alguns indivíduos embriagados ocupando os bancos das praças. Logico que não fotografei, mas encontrei essa Barbie abandonada em uma janela durante minhas andanças e acho que ela representa bem essa situação. A única inconveniência é que eu tinha que procurar outro lugar para sentar, mas em nenhum momento senti que minha segurança estava ameaçada. Foi muito, MUITO tranquilo andar sozinha por Moscou.

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Quem gosta de literatura russa tem muito o que fazer em Moscou porque o que não falta é museu sobre os escritores. Caminhando pela Gogolevsky Boulevard, encontrei essa estátua do Nikolai Gogol e comprei uns souvenirs de um senhorzinho de barba branca que estava vestido de vermelho dos pés  à cabeça e me lembrou um papai noel. Comprei duas sopilkas em forma de passarinho para fazer companhia à que eu já tenho, comprada na Ucrânia. É o souvenir que eu acho mais fofo e custou apenas 100 rublos cada. Queria ter feito um retrato do papai noel, mas fiquei com vergonha de pedir pra ele. Imagino que ele esteja sempre lá na Gogolevsky vendendo seus passarinhos e eu sempre vou lembrar dele quando olhar para as sopilkas enfeitando a minha estante. <3

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A foto acima é da rua Arbat e eu fiquei hospedada ali pertinho, numa rua paralela a ela. Nessa rua tem vários restaurantes e lojas de souvenirs e é um ótimo lugar para observar pessoas. A foto anterior é de um muro cheio de mensagens ao cantor Viktor Tsoi, líder da banda de rock soviética Kino (essa música do link faz parte da trilha sonora do filme “Batalha de Sevastopol”, só que é uma versão da cantora Polina Gagarina). Ele perdeu a vida em um acidente de carro em 1990. Eu estava passando pela rua Arbat e vi um pessoal tirando foto desse muro numa rua perpendicular e fui lá ver o que era. Não sabia quem era, mas tirei foto mesmo assim para pesquisar quando eu voltasse pra casa. O entregador de comida vestindo o uniforme amarelo da Yandex na bicicleta do banco VTB contribuiu para a imagem ficar com ainda mais cara de Moscou.

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Para finalizar esse post, o registro de um dia que encontrei o marido no fim do dia para uma caminhada em volta do Patriarch Ponds e depois fomos jantar ali nas redondezas (aliás, uma região ótima e cheia de restaurantes legais). E claro que esse post não estaria completo sem fotos do metrô neh? Então, coloquei logo duas para ficar ainda mais completo. Os dois músicos estavam se apresentando em umas das estações e o tamanho da “guitarra” me chamou bastante atenção.

Ainda estou editando as fotos dessa viagem e pretendo fazer mais posts. Se você tiver alguma pergunta sobre Moscou, deixe um comentário que se eu souber responder, incluo a informação nos próximos posts.

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