Depois que levei o último filme pra revelar, coloquei um Fujicolor Superia X-tra 400 na câmera e só consegui terminar de fotografá-lo em junho. A primavera chegou e junto com ela veio a reabertura de todos os estabelecimentos e o fim da exigência de máscaras e testes. Isso significa que voltamos a ir a shows depois de dois anos sem ver nenhum artista ao vivo. Ainda em março, consegui realizar meu sonho de ver a dupla Kings of Convenience ao vivo em Utrecht. Nesse show ainda foi necessário apresentar o teste negativo, mas a partir de abril estava tudo liberado. Ainda em março, a Bárbara veio visitar a Carol e rolou uma desvirtualização dupla depois de muitos anos de comunicação na blogosfera.





Aproveitei para visitar e fotografar vários lugares que estavam na minha lista só aguardando o passe livre do governo holandês. Apesar da pandemia não ter acabado, seguimos aproveitando a liberdade enquanto dá, pois sabe-se lá como será quando o tempo esfriar novamente. Isso explica o tema “pássaros” se repetindo nesse rolo de filme. As pessoas voltaram a viajar e em abril recebemos nosso primeiro hóspede pós-lockdown. Fiz alguns exames médicos também no mês de abril e confirmei que os serviços de saúde por aqui funcionam de uma forma um tanto quanto peculiar. Mas eu consegui fazer os exames que eu queria, o que já é uma GRANDE vitória.



Em maio, fomos ao show da banda holandesa Donna Blue, que eu falei sobre neste post aqui. Participei novamente do photowalk com o @analogclubamsterdam e esse foi bem mais legal do que o primeiro que participei. Acabei tirando só uma foto da Chië, que conheci no passeio de outubro, mas tive oportunidade de conversar muito com os outros participantes e até pratiquei meu russo com um rapaz de Moscou que está morando na Holanda há um ano. Espero conseguir participar do próximo também. Não vou postar o retrato da Chië porque ficou um pouco fora de foco. O registro abaixo aconteceu enquanto eu ajudava uma das meninas a mexer na câmera dela e ela acabou clicando sem querer enquanto via como funcionava o fotômetro na minha câmera.



Ainda em maio, hospedamos nossa amiga ucraniana que conseguiu um emprego aqui e deu início à saga de conseguir um lugar para morar. Levou quase dois meses para ela conseguir, por isso fiquei bem sumida daqui nos últimos tempos. A foto acima é de um dia que estávamos brincando com meu prisma. Fomos juntos ao show da BENEE no final de maio e, em junho, ficamos todos doentes aqui em casa. Primeiro o marido, depois eu e Dasha. Todos os testes que fizemos deram negativo para COVID, mas ainda tenho minhas dúvidas porque levou mais de duas semanas para ficarmos completamente recuperados. E foi assim que passei meu aniversário, doente. Mas ganhei um belo bolo de chocolate com morangos que a Dasha preparou e rendeu a foto abaixo.






No dia seguinte ao meu aniversário, recebemos mais um hóspede. Nosso amigo já estava com essa viagem marcada para 2020, mas ela foi postergada por motivos óbvios. A casa não é preparada para receber dois hóspedes que não têm intimidade um com o outro, eu ainda estava doente, tenho uma gata maluca, então tudo foi meio improvisado e meio caótico. Ainda assim, conseguimos passear e explorar um pouco dessa Holandinha durante o verão. Fomos também ao show da Peaches e, se eu estava com COVID, passei pra geral porque não deixei de ir a lugar nenhum. Problema de quem não quis tomar a vacina. De qualquer forma, nunca saberei se eu realmente estava ou não com o famigerado vírus.

Aqui estou eu escrevendo sobre o primeiro semestre em pleno agosto. Tem rolado uma dificuldade para processar tudo que vem acontecendo. É como se eu tivesse despertado de um sono profundo e caído no meio de uma rave. Como se não bastasse a pandemia que nem acabou, tem uma guerra e uma varíola do macaco. Não sei se teremos gás no inverno para nos aquecer e também não sei o que mais P**in vai aprontar. Por enquanto, seguimos tentando aproveitar o verão.



