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Fotografia

Cotidiano, Holanda

Recebidos de julho: cometa & flor de cacto

September 14, 2020

Há algum tempo, meu respectivo tinha comentado que queria tentar fazer astrofotografia, mas a gente teria que se planejar para ir para um lugar afastado da luz da cidade. Um belo dia de julho, estava eu lendo as notícias e descubro que tinha um cometa passando próximo da Terra e que era possível vê-lo a olho nu de vários países do hemisfério norte durante todo o mês. Falei pra ele: “hey ho, let’s go?”. E foi assim que tentamos pegar carona na cauda do cometa (infância 80 feelings).

Ele foi batizado de Neowise e eu comecei a pesquisar loucamente, pois sou meio nerd. Daí descobri que ele estaria melhor visível mais pro fim do mês e tentei planejar uma viagem para Vreeland, uma ilha que eu queria conhecer e seria um local perfeito para fotografar astros, pois teria pouca luz da cidade à noite. Porém, não encontrei hospedagem pra data que a gente queria. Então, partiu buscar outra locação.

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Cotidiano, Viagens

Viagem pós-quarentena

August 19, 2020

No início de julho, pegamos a estrada para visitar uns amigos na Alemanha. Recebi uma mensagem deles em junho e fiquei super feliz por saber que eles tinham se mudado de Kiev e que a família tinha crescido. Por isso, eles queriam fazer um ensaio comigo para registrar a chegada da nova bebezinha. Eu já tinha feito o ensaio de maternidade e de recém-nascido da primeira filhinha deles e amei saber que eles queriam me contratar novamente.

Aí vem a pergunta que não quer calar: e a pandemia? As fronteiras estavam abertas para viajar dentro da Europa, mas eu queria saber melhor sobre as regras na Alemanha e como eles estavam lidando com toda essa questão. Então, marcamos uma conversa e todas as dúvidas foram esclarecidas. Meu marido amou a ideia porque viu uma oportunidade de dar um pulo em Nürburgring no caminho. E lá fomos nós passar um fim de semana na Alemanha.

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Cotidiano, Cultura

A insustentável leveza do ser

July 16, 2020

Há dois anos, reli um dos meus livros preferidos da vida: “A insustentável leveza do ser” do escritor tcheco Milan Kundera. Fiz a primeira leitura em 2005 e assisti a adaptação do livro para o cinema um pouco depois. Gostei bastante da história, mas nessa segunda leitura, fez muito, mas MUITO mais sentido pra mim.

Na primeira leitura, eu nem sabia que o autor era tcheco e não tinha nenhuma informação sobre a primavera de Praga. Já na segunda leitura, além de ter essas informações, eu estava morando no leste europeu e já estava bem mais madura, com muito mais vivências, então a história ganhou outros significados, com muito mais camadas e me trouxe muitas reflexões sobre a vida e todos os seus contrastes.

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Viagens

Lisboa em 35mm

June 19, 2020

Falei neste post que o próximo seria sobre a visita à Lisboa, mas surgiu uma quarentena no meio do caminho e não tinha muito clima para postar sobre viagens. Estas fotos foram feitas no início de fevereiro, durante a pequena road trip que fizemos entre Portugal e Espanha no último inverno. Fotografei um filme inteiro em um dia, coisa que nunca tinha feito antes. Foi uma delícia passear com calma pela capital portuguesa num dia nublado. O friozinho estava na medida, tudo que precisávamos para subir e descer as ladeiras de Lisboa sem muito sofrimento. No dia seguinte, minhas panturrilhas estavam doloridas, pois não trabalhamos com ladeiras em Amsterdam.

Meu desejo de visitar Lisboa nasceu quando eu ainda estava na universidade e peguei uma disciplina chamada Romantismo Português durante um curso de verão. Viajei para lá por meio da literatura primeiro e ficava sonhando com o dia que eu visitaria de fato a capital portuguesa. Demorou bastante para esse dia chegar, mas chegou e tudo me pareceu muito familiar, era como se eu realmente já tivesse estado ali.

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Cotidiano

Inspiração: a fotografia de “Dark”

May 25, 2020

Já falei sobre a minha obsessão com a série alemã “Dark” aqui no blog e, além de já ter assistido a série duas vezes, tenho levado a palavra de “Dark” para outras pessoas sempre que tenho oportunidade hahaha. Neste post, quero focar na fotografia, que é apenas um dos milhões de motivos para assistir essa série que foi eleita a melhor entre as séries originais da Netflix pelos usuários do Rotten Tomatoes.

O diretor de fotografia da série se chama Nikolaus Summerer e eu fui pesquisar sobre este moço porque sou dessas que fica obsessiva com assuntos que me interessam. Pela sua conta do instagram, descobri que ele participou de um podcast chamado Artist Decoded e claro que fiz questão de ouvir. Uma coisa que eu já desconfiava e que ele confirma nesse podcast, é que Prypiat serviu de referência para o futuro pós-apocalipse de “Dark”.

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Cotidiano, Viagens

Inverno em Preto e Branco – 35mm

February 29, 2020

Tem tempo que a Amélie não aparece por aqui, então resolvi começar logo esse post com esse retrato dela. Ela adora livros, cadernos, papéis. Acho que é porque ela sempre ficava comigo quando eu estudava pra concursos e ainda não tínhamos adotado a Lola. Uma verdadeira nerd.

Depois que revelei o filme de Paris, coloquei um Kodak Tri-X 400 na câmera porque acho que o inverno combina com preto e branco. Dei muita sorte de ser presenteada com uns dias de névoa que eu amo e saí inspirada para fazer as fotos abaixo apesar do frio.

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Cotidiano, Cultura

Sobre fotografia de Susan Sontag

January 24, 2020

Em 2010, comecei a ler “Sobre fotografia” da Susan Sontag, mas nem cheguei a terminar o terceiro ensaio. Definitivamente, não estava preparada para encarar esse livro naquela época e abandonei a leitura. Resolvi começar a leitura novamente no ano passado e ela fluiu. É impressionante o quanto esse livro (lançado em 1977) continua absurdamente atual. A autora faleceu em 2004 e nem chegou a ver toda essa febre de redes sociais na internet e isso torna a leitura ainda mais impactante. Anotei vários trechos e refleti sobre muitas questões relacionadas à fotografia e à vida. Deixarei registradas aqui algumas das minhas anotações para vocês refletirem também.

Já começo logo com essa citação que tem tudo a ver com uns posts que já fiz aqui sobre tempo: “Fotos fornecem formas simuladas de posse: do passado, do presente e até do futuro”. Essa frase faz parte do último ensaio, intitulado “O mundo-imagem”. O livro contém 6 ensaios e uma “Breve antologia de citações”, a maioria delas de fotógrafos, mas há algumas de filósofos também. Afinal, a fotografia envolve muito pensamento, muitas questões, muitas reflexões.

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Viagens

Paris em 35mm

December 20, 2019

No início desse mês, pegamos o trem rumo à Paris para encontrar um amigo que ficou entre os finalistas do Mobile Film Festival e recebeu uma ajuda de custo da organização do festival para participar da cerimônia de premiação. O tema desse ano era “Act NOW on climate change” e os participantes deveriam enviar um filme de um minuto feito com celular. David Murad foi o único participante do Brasil entre os 50 filmes selecionados e foi o segundo mais visto durante o período de apreciação pelo público.

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Cotidiano

Feliz dia das bruxas!

October 31, 2019

Não podia deixar essa data passar em branco neh? Último dia de outubro, o outono se despedindo, as temperaturas baixando e a noite chegando cada vez mais cedo. Fiz esse ensaio há alguns meses e já postei algumas fotos no intagram, mas hoje é o dia perfeito para postar mais alguns registros inéditos. Essa é a segunda parte do ensaio, onde usei luz de velas e de uma luminária Phillips Hue que a Paula tem em casa. Ela é simplesmente a modelo perfeita para as ideias que eu tinha e que bom que ela topou participar!

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Cotidiano, Kiev

Museu Pirogovo em Analógica

August 29, 2019

Recentemente, a Taís postou sobre a visita dela ao Museu Pirogovo e, enquanto editava umas fotos antigas, passei por essas fotos do Pirogovo em analógica que nunca postei aqui. Não tinha gostado do resultado na época, mas depois de fazer o workshop com a Nikki, resolvi dar uma editada nessas fotos e fiquei mais satisfeita.

Perguntei se a Nikki editava as fotos analógicas dela e ela disse que sim, porque às vezes as fotos estão lavadas demais e precisam de um tapa no contraste. Eu era meio purista e achava que as fotos analógicas não deveriam ser editadas. Aquele tipo de limitação besta que a gente impõe a si mesmo, sabe?

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