No final de setembro, partimos para uma road trip sem planejamento rumo à Riviera Francesa. A única certeza que tínhamos é que queríamos sol e praia. Nosso companheiro de road trips veio passar uns dias em Amsterdam para depois pegarmos a estrada. Foi a primeira vez que viajamos sem planejar nada. Fomos decidindo tudo no caminho: que cidade parar para dormir, hotel e tal. A previsão do tempo em Nice indicava sol e calor nos dias definidos para a viagem, então resolvemos não ficar parando em várias cidades no caminho para chegar logo na praia.
Na ida, jantamos na região de Champagne (e bebemos champagne, lógico!) e dormimos no Fórmula 1 de Dijon. Estava tudo limpo e tal, mas o banheiro era compartilhado e fora do quarto. Ainda bem que foi só pra dormir mesmo. Tomamos café da manhã num lugar fofo chamado Morning Glory (Need a little time to wake up) e demos uma voltinha pela cidade antes de pegar a estrada de novo.



Ando enfrentando uma crise fotográfica e resolvi levar uma câmera analógica nessa viagem para ver se as fotos me emocionavam novamente. Estava sentindo falta de fotografar devagar, por prazer e sem pressão. Levei a Olympus OM2n que estava com um filme dentro, provavelmente desde 2015 quando a compramos em Viena. Não perdemos muitas fotos quando abrimos a câmera porque ele estava bem no comecinho. O filme é um Fuji Superia 400 e as fotos acima foram feitas pelo marido, pois eu só peguei essa câmera em Nice (foto que abre o post).



Nós não ficamos em Nice porque não encontramos hospedagem em conta. Descobrimos um hotel gracinha em Juan le Pins e foi muito melhor do que se tivéssemos ficado em Nice porque a praia de lá tinha bem mais estrutura e é de areia. O primeiro dia foi só pra curtir a praia sem fazer nada. No dia seguinte, fomos turistar em Nice e as fotos são desse dia.



Acho que esse filme definiu bem o motivo pelo qual queríamos sol e praia: em Dijon estava nublado, cinzento e friozinho. Chegamos no litoral e panz! Sol, cores e calor. É o mesmo filme, mas dá pra ver direitinho a diferença que a luz faz.

Gostei bastante das cores do Fuji Superia, mas tive que editar a saturação em algumas fotos porque achei um pouco demais, especialmente na pele. Imagino que se as fotos forem feitas com uma luz mais suave deve ficar melhor. Mas em viagem não dá pra fazer isso, as fotos acontecem no horário que estou passeando. Quanto à camera, amei fotografar com ela porque tem fotômetro e o foco é fácil de fazer. O problema é que agora só quero fotografar com ela, então haja dinheiro pra revelação (cerca de 16 euros cada filme). Saudade dos preços de Kiev…




As fotos acima foram feitas em Mônaco com um Fujichrome Provia 100. Gostei mais do Fuji Superia porque as fotos são mais imperfeitas. Claro que entre uma foto digital e um filme cromo, vou preferir o cromo porque ainda é uma foto analógica e charmosa, porém um pouco perfeita demais para o meu gosto. Ainda por cima, a revelação é mais cara (Euro 24,50) e não é qualquer lugar que revela.






As última fotos foram todas feitas em Menton, última parada antes de pegar a estrada de volta para casa. Teve limoeiro, dementadores, meus cadarços combinando com a grade, um farol wesandersoniano, cemitério e um gatinho dormindo numa moto. Percebe-se claramente uns temas recorrentes nas minhas fotos, não é mesmo?
As fotos digitais provavelmente não serão postadas pois, como já comentei no início desse post, estou em crise. Editei apenas algumas para mandar pro meu amigo e sei lá quando vou olhar as outras. Vários questionamentos em relação a trabalhar com fotografia rolando na minha cabecinha. Eu precisava de sol, calor e do abraço da fotografia analógica. Venho tentando ser mais organizada com os filmes para depois investir só nos que eu gostar mais do resultado. Ter um blog ajuda nessa organização. Então, espero que tenham gostado desse tipo de post porque vai ter mais hehe.


