Comentei neste post que estava fotografando um Lomography 800 e levei meses pra terminar esse filme que estava dentro da minha câmera desde outubro. Tem mais fotos do outono 2021, depois veio lockdown, inverno e a falta de inspiração para fotografar. Levamos Amélie e Lola no vet pra tomar vacina em dezembro e tomamos nosso reforço da vacina no início de janeiro. Levamos a Amélie no vet de novo em fevereiro para fazer um ultrassom do coração porque a médica queria verificar um sopro, mas não é nada grave, só stress mesmo da ida para a clínica. No final de fevereiro, começou a guerra e a minha inspiração que já andava escassa, desapareceu de vez.

Beatrix Park 

Fiz várias caminhadas durante o outono pra aproveitar bem essa estação linda. Gosto bem mais de andar a pé porque tenho tempo para assimilar melhor a cidade. De bike não dá pra ver nada e ainda é bem estressante pra mim. Aproveitei para fazer sopa de abóbora em casa e até encontrei umas poucas decorações de Halloween durante uma das minhas caminhadas. A bruxa que habita em mim ficou deveras satisfeita.


Matt e Gabi
No final de outubro teve a visita ilustre de Gabi e Matt e foi a primeira vez que fui a um restaurante depois de tomar a segunda dose da vacina. Infelizmente, a foto que fiz deles saiu super escura. Tentei salvar com edição, mas ainda não foi o bastante. Fotografia analógica é assim mesmo, entre surpresas e frustrações. Lembro de ter feito uma outra foto deles que simplesmente não veio nos scans. Quando eu buscar os negativos, descubro o que aconteceu.

Na real, estou até feliz que esse filme deu certo. Tive que abrir a câmera duas vezes: a primeira vez foi porque eu achei que o filme não tinha encaixado direito, daí fui conferir no banheiro escuro se estava encaixado; a segunda vez foi porque a manivela estava enganchando na hora de rebobinar, daí eu abri a câmera de novo no banheiro escuro para terminar de rebobinar com a mão pra não correr o risco de arrebentar o filme. O problema é que fiz isso durante o dia e tinha uma frestinha de luz entrando por debaixo da porta, daí fiquei na dúvida se ia fazer diferença ou não.

Café e Portais 
Aleatoriedades de Amsterdam
O livro “M Train” da Patti Smith foi minha companhia de inverno e eu amei TANTO esse livro! Li bem de-va-ga-ri-nho porque eu queria degustar cada palavra, viajar por cada memória dessa mulher encantadora que eu queria que fosse minha amiga. Fiz essa foto com a pequena faísca de inspiração que ela me trouxe. Ela fez essa foto do companheiro dela, Fred Sonic Smith, atravessando um portal. As fotos são como portais de memória e eu acrescentei os grãos de café que é um dos amores de Patti (meu também). Enfim, não quero ficar dando muito spoiler, mas quem leu o livro vai entender. A outra foto é de uma boneca do Squid Game que Paula e eu encontramos num dia que fomos tomar café juntas. Prazer, sou a Alê(atória). 🙂
Na verdade, tirei aquela foto porque queria gastar filme mesmo, já que eu não via a hora de terminar esse bendito e levar pra revelar. Aproveitei pra fazer uns autorretratos com a câmera no tripé para testar o timer que eu nunca tinha usado. Confesso que ainda não estou 100% acostumada com essa minha nova imagem grisalha, mas a Patti me ajudou a aceitar melhor a realidade da velhice chegando. Não pinto o cabelo desde 2020, mas ainda estranho essa claridade na minha cabeça. Talvez eu vença a preguiça e ainda pinte de novo porque tem um resto de tinta aqui. Minha procrastinação é bem maior que a minha vaidade, como vocês podem perceber. Por fim, Amélie terminando gloriosamente o rolo de filme com seus belíssimos olhos verdes.









