Em 1948, Edwin Land inventou a fotografia instantânea e a marca Polaroid se tornou sinônimo desse tipo de fotografia. Em tempos de smartphones, as polaroids já não podem ser consideradas instantâneas, mas a sua estética foi referência na criação do Instagram e seus filtrinhos (o logo do app é inspirado em um modelo de câmera Polaroid). Porém, por mais que a fotografia digital copie a estética, nunca conseguirá reproduzir a sensação de ver a foto sendo revelada e a imagem se materializando magicamente na frente dos seus olhos.
As polaroids têm um lugarzinho especial guardado no coração de quem ama fotografia analógica e esse lugar quase ficou vazio pra sempre porque, em fevereiro de 2008, a marca decidiu que não produziria mais os famosos filmes instantâneos. Afinal, a fotografia digital tinha se tornado a verdadeira fotografia instantânea e dominava o mercado. Comecei a estudar fotografia em 2007 e fiquei bem triste com essa notícia, já que sonhava um dia fotografar com polaroids. Minhas esperanças se renovaram quando descobri a existência do tal Impossible Project.
A última fábrica da Polaroid a ser fechada ficava aqui na Holanda e alguns empregados decidiram tentar reinventar os filmes instantâneos. Eles tinham o maquinário, mas não tinham a fórmula dos químicos que revelavam as fotos e por isso, batizaram a empreitada de Impossible Project. Em 2010, o primeiro filme instantâneo do Impossible Project foi criado.

Impossible Project PZ 600 
Impossible Project PZ 600
Naquele mesmo ano, fiz minha primeira viagem internacional para os EUA e claro que uma visita à loja do Impossible Project em NYC entrou no roteiro. Marido e eu compramos os filmes e saímos empolgadíssimos para fotografar, mas a qualidade não era das melhores… As fotos acima só existem em formato digital porque as originais apagaram.

Em 2012, viajamos para a Europa pela primeira vez e compramos mais filmes do Impossible Project. A qualidade melhorou bastante e as fotos já não apagavam mais. A única coisa que ainda inviabillizava um pouco o uso dessas belezinhas era o preço. Afinal de contas, nossos salários eram em BRL (e olha que o dólar era bem mais baixo naquela época…).
Corta para 2020. Vi que a loja onde revelo meus filmes vende Polaroid e pensei, “ué, não era Impossible Project?”. Lá fui eu fuçar na internet e descobri que o Impossible Project comprou a marca Polaroid. Fora que eu nunca tinha me dado conta que foi aqui na Holanda que o projeto começou. Fato é que eu comprei uma caixinha de filme Polaroid e meu projeto analógico ganhou um charme a mais. Minha câmera voltou a trabalhar depois de muitos anos servindo apenas de item de colecionador e enfeite de estante. A foto que abre o post é a primeira que prestou. Bora fazer valer o esforço desses holandeses responsáveis por tornar possível o quase impossível.
Você já fotografou ou tem vontade de fotografar com Polaroid? Gosta da estética? Me conta aí nos comentários.



