Cultura, Kiev

Museu de Chernobyl e compras na Andriyivsky

March 12, 2015

Comentei no post anterior que uma amiga veio nos visitar e nós passamos os últimos cinco dias passeando com ela pela cidade. Organizei um roteiro bem bacana com os lugares essenciais de Kiev e conseguimos fazer quase tudo que eu tinha planejado. Kiev é uma cidade bem grande e eu procurei colocar apenas dois lugares para visitar por dia porque eu já sabia que teríamos que andar muito. Não porque as atrações sejam distantes, mas alguns lugares são simplesmente enormes e você leva um bom tempo pra conseguir ver tudo. Inclusive, muitas vezes nem dá pra ver tudo.

Eu vou contar aqui o que a gente fez em cada dia, mas não será na mesma ordem que nós fizemos. Esse post por exemplo, corresponde ao segundo dia do roteiro. Mas a ordem não importa, até porque o roteiro estava sujeito a alterações de acordo com a previsão do tempo ou com o dia que os eventos acontecem. Para o sábado (dia 2), eu tinha planejado de irmos ao Museu de Chernobyl e depois ao Museu da Grande Guerra Patriótica, mas acabamos trocando e fizemos o passeio pela Andriyivsky depois do Museu de Chernobyl por conta da feirinha que é melhor no fim de semana. Durante a semana, nem sempre todos os vendedores estão lá.

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 O Museu de Chernobyl é visita obrigatória para quem quer saber melhor sobre o pior acidente nuclear da história. O acidente aconteceu no dia 26 de abril de 1986 e é considerado o pior acidente nuclear por conta de uma série de erros que foram cometidos, já que ninguém sabia como lidar com um acidente dessa proporção. Assim como o desastre de Fukushima em 2011, o de Chernobyl é classificado como nível 7 na escala de acidentes nucleares. Porém, no acidente de Fukushima as pessoas já tinham aprendido a lidar melhor com esse tipo de catástrofe e tomaram medidas mais eficientes. Inclusive, há um hall dedicado ao acidente de Fukushima no Museu de Chernobyl.

A entrada do museu custa 10 UAH (R$ 1,44) e o valor da visita guiada varia entre 40 e 200 UAH (R$ 4,77 a R$ 28,85), dependendo da quantidade de pessoas e da língua. Tem também audioguia em várias línguas (não tem em Português) por 50 UAH (R$ 7,21). Mas nós demos sorte porque enquanto estávamos comprando nossos ingressos, chegou um grupo com um guia que falava inglês e ele disse que podíamos nos juntar a eles. Eles já haviam contratado a guia do museu que falava russo e o guia do grupo traduzia para o inglês. Foi sucesso e depois de aprendermos bastante sobre o acidente de Chernobyl, fomos almoçar para depois seguirmos rumo à Andriyivsky Uzviz.

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Eu já havia feito um post sobre a Andriyivsky Uzviz que é visita obrigatória para quem vem à Kiev, já que é uma das ruas mais antigas da cidade. Pegamos o funicular para começar o passeio pela parte alta da rua e ir descendo e vendo todas as barraquinhas. Minha amiga queria comprar uma ushanka que é um chapéu com proteção para as orelhas feito com pelo de animais. Em Berlim tinha esse chapéu, mas todos tinham o símbolo da União Soviética e ela queria um sem o símbolo e eu sabia que na Andriyivsky ela encontraria.

Logo nas primeiras barraquinhas nós encontramos a tal da ushanka e o vendedor que nos atendeu falava inglês super bem. Ela já saiu feliz da vida usando o chapéu e nós continuamos descendo em busca de lenços floridos, bem típicos daqui. As barracas da parte mais alta da rua são as mais caras, o preço dos lenços estava na faixa de 500 UAH (R$ 72,13) e à medida que íamos descendo, os preços iam baixando. As barraquinhas oferecem também uma enorme variedade de matrioskas (as bonequinhas da foto acima), além de pratos, caixas, quadros, pêssankas (ovinhos) pintados a mão e roupas típicas ucranianas com belos bordados.

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Minha amiga ficou encantada com a Igreja de Santo André, construída em estilo barroco e na foto acima estamos em frente ao mural chamado “Renaissance” feito pelos artistas Aleksey Kislow e Seth Globepainter. Ao final do passeio estávamos com frio e resolvemos tomar uma bebida quente pra esquentar, então paramos no Druzi Cafe onde minha amiga tomou chá e eu e marido fomos de chocolate quente. Druzi significa amigos, bem pertinente né? 🙂

Fotos por Rafael Dourado.

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9 Comments

  • Reply Kika Dourado Socio March 12, 2015 at 7:51 pm

    Adorei o roteiro pôs gosto muito de museu e feiras como você bem disse e um roteiro e não um trilho fixo. Quando for a Kiev passearemos muuuuito beijos saudades

  • Reply Lidia March 12, 2015 at 11:28 pm

    Aiiinnn! Quero ir te visitar também! 😉

    Beijos.

  • Reply Bárbara Hernandes March 13, 2015 at 9:28 pm

    Lindos lenços! 🙂

    E o museu deve ser interessantíssimo mesmo – uma vez vi um documentário sobre Chernobyl e fiquei bem impressionada! Como é isso aí, Alessandra? Tipo, há lembranças pela cidade de que esse acidente aconteceu (estátuas, homenagens…), eles são lembrados disso constantemente ou não?

    • Reply Alessandra Araújo March 13, 2015 at 11:01 pm

      Não são lembrados não, Bárbara. As estátuas e monumentos remetem à União Soviética, príncipes, poetas… Chernobyl fica a 100km de Kiev, mas a fumaça radioativa não veio tanto pra cá. No final das contas, esse acidente teve a sua função, já que ele contribuiu muito para o fim da União Soviética.

  • Reply Pechersk Lavra – Um Novo Destino April 29, 2015 at 5:49 pm

    […] ao que fizemos no primeiro dia. Clique nos links para ler sobre os outros 4 dias do roteiro: dia 2, dia 3 – parte 1, dia 3 – parte 2, dia 4 e dia 5. A Pechersk Lavra, também conhecida […]

  • Reply Projeto 6 on 6 – Улюблені туристичні пам’ятки (Uliubleni Turistitchni Pamiátki) – Um Novo Destino July 6, 2016 at 4:57 pm

    […] sobre o pior acidente nuclear da história mundial. Para mais informações sobre esse museu clique aqui. E abaixo, uma foto feita da Maidan Nezalezhnosti ou Praça da Independência, um lugar […]

  • Reply Projeto 6 on 6 – Улюблені туристичні пам’ятки (Uliubleni Turistitchni Pamiátki) – Um Novo Destino July 6, 2016 at 4:59 pm

    […] sobre o pior acidente nuclear da história mundial. Para mais informações sobre esse museu clique aqui. E abaixo, uma foto feita na Maidan Nezalezhnosti ou Praça da Independência, um lugar […]

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