Comentei no último post que não fiz nenhum registro do passeio analógico que participei em outubro, mas descobri que uma das meninas com as quais troquei ideia, conseguiu capturar o exato momento que o Barry (organizador do passeio) me emprestou um guarda-chuva e uma toalhinha de microfibra para proteger a lente da minha câmera. Até então, eu estava protegendo com um lenço de papel, que não é a melhor opção porque solta pó na lente. Quanto ao guarda-chuva, descobri que não tinha um na minha mochila quando já tinha saído de casa. Sempre deixo um na mochila, mas nesse dia não estava…
Graças à Chië, tenho pelo menos uma foto como registro desse dia que foi meio caótico pra mim, mas valeu super a pena encarar esse desafio. Por coincidência (ou não), ela foi a pessoa com quem mais conversei durante o passeio, por isso me senti mais à vontade para pedir a foto pra ela. Descobri que ela tem um podcast chamado “Talks around the coffee cups”. Tenho escutado e me deliciado com as conversas que ela tem com outros nerds que vivem aqui na Holanda. Ela tem uma voz suave, fala de forma tranquila, quase um ASMR. Segue o link caso você esteja à procura de algo para acalmar os ânimos.
Esse passeio rendeu uma outra conexão com o Alessio, um italiano com quem troquei pouquíssimas palavras, mas depois nos seguimos no instagram e ele chegou a mencionar minha conta numa daquelas ferramentas de engajamento onde você indica outras contas, sabe? Fiquei muito feliz e grata porque não esperava uma indicação de alguém que acabei de conhecer. É sempre muito legal conectar com pessoas que possuem interesses semelhantes aos seus.
Por fim, outro fotógrafo que estava nesse passeio (e depois descobri que é meio famoso) é o Wesley Verhoeve. Tinha muita gente nesse passeio e eu não lembro de ter visto ele lá, mas o Barry compartilhou stories de todo mundo que marcou a conta do @analogclubamsterdam e, logicamente, eu fucei todas. Daí eu reconheci as fotos do Wesley porque ele já foi entrevistado em um canal do YouTube que eu acompanho. A partir daí, descobri vários outros vídeos e podcasts onde ele participou e passei a assinar a newsletter dele que é bem legal. Segue abaixo o vídeo onde tive contato com as fotos dele pela primeira vez.
Espero que vocês tenham gostado de acompanhar essa experiência que a fotografia analógica, o conhecimento da língua inglesa e a internet me proporcionaram. Apesar da chuva, do frio, da pandemia, do meu pouco carisma e de um filme mal carregado, ainda foi possível fazer algumas conexões e colher bons frutos de um passeio do qual eu não estava esperando muita coisa. Não sei se essas conexões serão duradouras, mas pelo menos a porta está aberta.
Seguimos aqui com inverno, pandemia, lockdown parcial e uma nova variante do vírus…



