Cotidiano

Inspiração: a fotografia de “Dark”

May 25, 2020

Já falei sobre a minha obsessão com a série alemã “Dark” aqui no blog e, além de já ter assistido a série duas vezes, tenho levado a palavra de “Dark” para outras pessoas sempre que tenho oportunidade hahaha. Neste post, quero focar na fotografia, que é apenas um dos milhões de motivos para assistir essa série que foi eleita a melhor entre as séries originais da Netflix pelos usuários do Rotten Tomatoes.

O diretor de fotografia da série se chama Nikolaus Summerer e eu fui pesquisar sobre este moço porque sou dessas que fica obsessiva com assuntos que me interessam. Pela sua conta do instagram, descobri que ele participou de um podcast chamado Artist Decoded e claro que fiz questão de ouvir. Uma coisa que eu já desconfiava e que ele confirma nesse podcast, é que Prypiat serviu de referência para o futuro pós-apocalipse de “Dark”.

Foto que fiz com cel em Prypiat (2015)

O trabalho do fotógrafo Gregory Crewdson é outra referência forte para a cinematografia da série e o Nik Summerer cita especificamente o livro “Beneath the Roses”, que aborda justamente aquilo que está nas profundezas. Nas palavras de Summerer, “há a beleza por cima, mas por baixo está tudo meio podre”. A foto abaixo faz parte da série de fotos “Cathedral of the Pines” e eu achei que ela tem tudo a ver com a estética de “Dark”.

“Pickup Truck” by Gregory Crewdson. Fonte.
Disco da banda Yo La Tengo. Foto por Gregory Crewdson. Fonte.

As fotos do Gregory Crewdson têm sempre essa atmosfera misteriosa e melancólica que faz você se perguntar “o que está acontecendo?”, “o que esta pessoa está sentindo e pensando?”, mesma atmosfera que “Dark” cria com suas imagens. Escolhi a foto acima porque eu amo música e o Gregory Crewdson também tem uma relação forte com música, pois teve uma banda e uma de suas fotos foi capa de um disco da banda Yo La Tengo.

Baran Bo Odar e Nik Summerer em ação. Fonte.

No podcast, o diretor de fotografia fala sobre o trabalho com o diretor Baran Bo Odar. Eles já haviam trabalhado juntos antes e ele conta que procura entender o que o diretor quer contar e o que ele não quer fazer, pois entender o diretor faz toda a diferença. Ele diz que se ambos não estiverem bem alinhados, melhor não trabalharem juntos. Além disso, ele se define como um diretor de fotografia psicológico. Não é à toa que a série é tão envolvente, não só pelo roteiro, mas pelo cuidado com todos os outros elementos audiovisuais.

O instagram do diretor Baran Bo Odar é um deleite para quem gosta de fotografia, especialmente fotografia analógica. Ao longo das filmagens da terceira temporada, ele ia postando fotos dos bastidores feitas em filme. Além de amar as fotos, eu ficava curiosíssima e ansiosa pra saber o que acontecerá na terceira e última temporada. Claro que vou assistir todos os episódios da primeira e da segunda temporada novamente porque essa série tem tanto detalhe que cada vez que você assiste, descobre uma informação nova.

Alguém mais obsecado por essa série? Estava pensando em escrever esse post há algum tempo e agora que a terceira temporada está a caminho, achei que era uma boa oportunidade para parar de procrastinar e compartilhar todas as minhas pesquisas com vocês. Caso você ainda não tenha assistido ou só tenha assistido uma vez, assista prestando atenção na fotografia que eu garanto que você não vai se arrepender.

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