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Cultura

Cotidiano, Cultura

Conexão Brasil – Ucrânia

August 13, 2020

Estava eu casualmente assistindo esse vídeo do Minuto Indie quando apareceu uma cena de uma apresentação do NPR Music Tiny Desk Concert e minhas anteninhas detectaram: “acho que aquelas são as moças da DakhaBrakha (uma banda ucraniana)”. Lá fui eu buscar essa apresentação e confirmei, era realmente o grupo ucraniano. Como agora o meu russo está mais avançado, estou buscando artistas da Ucrânia e da Rússia para treinar tanto o russo quanto o ucraniano.

Eu nunca tinha parado para escutar a DakhaBrakha com calma porque achava um pouco étnico demais para o meu gosto. Mas a apresentação do Tiny Desk me capturou e fui ouvir a banda com mais calma no Spotify. Daí descobri que a música que gostei está no disco novo deles, lançado esse ano. Enquanto ouvia o disco, resolvi entrar no site da banda pra ficar vendo as fotos e tal.

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Cotidiano, Cultura

A insustentável leveza do ser

July 16, 2020

Há dois anos, reli um dos meus livros preferidos da vida: “A insustentável leveza do ser” do escritor tcheco Milan Kundera. Fiz a primeira leitura em 2005 e assisti a adaptação do livro para o cinema um pouco depois. Gostei bastante da história, mas nessa segunda leitura, fez muito, mas MUITO mais sentido pra mim.

Na primeira leitura, eu nem sabia que o autor era tcheco e não tinha nenhuma informação sobre a primavera de Praga. Já na segunda leitura, além de ter essas informações, eu estava morando no leste europeu e já estava bem mais madura, com muito mais vivências, então a história ganhou outros significados, com muito mais camadas e me trouxe muitas reflexões sobre a vida e todos os seus contrastes.

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Cotidiano, Cultura

Sobre fotografia de Susan Sontag

January 24, 2020

Em 2010, comecei a ler “Sobre fotografia” da Susan Sontag, mas nem cheguei a terminar o terceiro ensaio. Definitivamente, não estava preparada para encarar esse livro naquela época e abandonei a leitura. Resolvi começar a leitura novamente no ano passado e ela fluiu. É impressionante o quanto esse livro (lançado em 1977) continua absurdamente atual. A autora faleceu em 2004 e nem chegou a ver toda essa febre de redes sociais na internet e isso torna a leitura ainda mais impactante. Anotei vários trechos e refleti sobre muitas questões relacionadas à fotografia e à vida. Deixarei registradas aqui algumas das minhas anotações para vocês refletirem também.

Já começo logo com essa citação que tem tudo a ver com uns posts que já fiz aqui sobre tempo: “Fotos fornecem formas simuladas de posse: do passado, do presente e até do futuro”. Essa frase faz parte do último ensaio, intitulado “O mundo-imagem”. O livro contém 6 ensaios e uma “Breve antologia de citações”, a maioria delas de fotógrafos, mas há algumas de filósofos também. Afinal, a fotografia envolve muito pensamento, muitas questões, muitas reflexões.

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Cotidiano, Cultura, Holanda

Primeira Pride

August 5, 2019

Amsterdam celebrou a Pride 2019 no último fim de semana e foi a primeira vez que fui numa parada gay, então levei a câmera para registrar o evento. Não dava para ver muito dos barcos que desfilavam pelo canal, mas legal mesmo é observar as pessoas e ser contaminado pelo ritmo de festa.

O desfile acontece no canal que passa pela Prinsengracht e nas ruas paralelas ao canal fica bem cheio, mas ainda assim dá pra andar. Em nenhum momento me senti sufocada e sempre dava para dar uma fugida para a rua paralela à que estava muito lotada. Por sorte, a onda de calor veio na semana anterior, pois seria impossível ficar na rua com sensação térmica de 40 graus.

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Cultura

Ator ucraniano em “Stranger Things”

July 16, 2019

Terminei de asssitir a terceira temporada de “Stranger Things” e adorei me entreter e treinar o russo ao mesmo tempo. Estou estudando desde dezembro com a mesma professora com quem eu tinha aulas de ucraniano e fiquei bem feliz por entender um bocado de frases ditas em russo na série. Deu até para analisar as pronúncias e cheguei a comentar isso com ela.

O ator que interpreta o cientista Alexei é disparado o que fala mais perfeito, então fui pesquisar para ver se ele era falante nativo da língua. Descobri que não só a língua materna dele é russo, como também ele nasceu na Ucrânia e em Kiev! Ele se chama Oleg Vladimirovych Utgof e nasceu em 1986. Em 1997, mudou-se para Londres e usa o nome artístico Alec Utgoff. A letra “o” em russo é pronunciada como “a”, então faz sentido ele ter adotado Alec, pois é um nome mais próximo da pronúncia correta do nome dele.

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Cotidiano, Cultura

Uma obsessão chamada “DARK”

July 12, 2019

Alguém aí assistiu a série alemã “Dark”? Quando saiu a primeira temporada, ouvi dizer que ela era parecida com “Stranger Things” e acabei não dando atenção porque não queria investir tempo assistindo mais do mesmo. Porém, o canal Alemanizando fez um vídeo mostrando algumas locações da série e disseram que “Dark” tinha relação com Tchernóbil/Chernobyl, aí eu me senti na obrigação de dar uma conferida e COMASSIM NINGUÉM ME FALOU DESSA SÉRIE!?!?

“Dark” é uma série incrível! Tem roteiro, fotografia, edição, trilha sonora, escolha de elenco impecáveis e é repleta de referências. É uma série para assistir prestando MUITA atenção porque se você piscar, perde algum detalhe. E o diabo, ele mora nos detalhes neh? Tem referência que captei, tem referência que não captei e fui atrás por motivos de obsessão, conforme já anunciado no título desse post. E porque eu AMO uma referência.

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Cultura

“Chernobyl” – Minissérie da HBO

June 17, 2019

Finalmente, assisti a comentadíssima minissérie da HBO sobre o maior acidente nuclear da história. Lógico que não podia faltar um post sobre essa minissérie depois de passar mais de 4 anos registrando minha experiência morando no país onde tudo aconteceu. Fiz a foto acima em agosto de 2015, quando visitei a zona de exclusão. O novo sarcófago só ficou pronto em 2016, então ainda vi o reator 4 com a cobertura que foi construída em 1986 e você pode conferir as fotos e ler o relato dessa experiência clicando aqui.

Além de assistir a minissérie, ouvi também alguns podcasts da HBO com o criador/roteirista/produtor Craig Mazin, onde ele explica vários detalhes da produção e de todo o trabalho de pesquisa feito antes da série ser exibida. Ele começou a escrever o roteiro em 2015 e se inspirou bastante no livro “Vozes de Tchernóbil”, escrito pela jornalista Svetlana Aleksiévitch. Ela recebeu o prêmio Nobel de Literatura em 2015 e foi ao Brasil como uma das convidadas da FLIP de 2016. Logo após ler o livro dela, escrevi um post com várias informações que não estavam na edição lançada pela editora Companhia das Letras e um vídeo de uma entrevista com a autora. Clique aqui caso queira ler o post.

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Cultura

A Anne Frank do Leste Europeu

May 14, 2019

E se uma garota judia tivesse instagram durante o holocausto? É essa a proposta do perfil eva.stories, uma adaptação do diário de Eva Heyman, uma garota judia que viveu na Hungria e começou a escrever em seu diário no dia 13 de fevereiro de 1944, aos 13 anos. Eva sonhava ser uma fotojornalista e os criadores do projeto tinham a intenção de tornar seu sonho realidade.

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Cotidiano, Cultura

Como era ouvir música na União Soviética?

February 6, 2019

Estava eu passeando casualmente pelo Kurazh Bazar no ano passado e resolvi parar para dar uma olhada nos LPs. Me deparei com vários discos de bandas famosas, mas tudo escrito em cirílico e achei as artes das capas muito engraçadas. Claro que levei pra casa uma edição do “Led Zeppelin IV” com uma capa muito peculiar. Quanto mais eu olhava para aquela capa e todos os seus detalhes, mais intrigada ficava. Lógico que dei uma fuçada nas interwebs pra ver se encontrava alguma informação e descobri várias coisas que serão devidamente compartilhadas nesse post.

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Cultura

Procurando Lênin

January 24, 2019

Você não leu errado. Não é “Procurando Nemo”, é “Procurando Lênin” mesmo. Esse é o título do livro do fotojornalista suíço Niels Ackermann em parceria com o jornalista francês Sebastian Gobert. Em 2017, tomei conhecimento desse projeto fotográfico por conta de um artigo da Vice e fiquei doida para comprar esse livro. Até tentei me infiltrar num evento da comunidade francesa onde o Niels Ackermann estaria palestrando sobre o projeto aqui em Kiev, mas acabei desistindo.

Imaginem a minha surpresa quando descobri que esta exposição estaria em Moscou no mesmo período em que eu estaria lá? Era a minha grande chance não só de ter o livro, mas de ver as fotos impressas em tamanho grande. Quem acompanha o blog, já sabe que eu procuro sempre incluir alguma exposição fotográfica nas minhas viagens e lógico que essa teve prioridade no meu roteiro. Achei super ironia do destino conseguir ver essa exposição justamente na Rússia. Contei aqui que não consegui ver o corpo do Lênin no mausoléu, mas consegui ver essa exposição mara e trazer o livrinho comigo. No fim das contas, saí no lucro.

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